Selo Caliban

Fruto de uma parceria entre a DDC  e a Editora da UnB, o Selo Caliban surgiu com a missão de proporcionar ao público as reflexões produzidas nas diversas ações desenvolvidas pela  Diretoria, “espaço de resistência cultural e espaço de resistência intelectual”, nas palavras do diretor da DDC, Alex Calheiros.

 

 

O selo  celebra o personagem da  obra “Tempestade” de Shakespeare. Tido como  um monstro, um canibal,  num ensaio brilhante o intelectual cubano Roberto Fernández Retamar  faz  uma alegoria desse “canibal” com o processo de colonização do continente latino-americano. No ensaio, Retamar lembra que os povos colonizados encontrados no continente  aos olhos dos colonizadores europeus eram considerados um “animal incivilizado e inculto que deveria ser domesticado.

Mas os ‘domesticáveis’ assimilaram a cultura do colonizador, mas essa assimilação não se deu acriticamente. Foi devorada e se tornou por fim, criação”. Caliban tornou-se, assim,símbolo da resistência criativa que, ao longo dos séculos, conferiu ao pensamento e à cultura latino-americana feições totalmente inusitadas. 

 

 

A primeira obra produzida pelo selo foi o catálogo da 1ª edição do Programa de Residência Artística Internacional (OCA), iniciativa da UnB, por meio do DEX/DDC, em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e apoio do Sesc/DF,  que, em 2017, trouxe a Brasília seis artistas latino-americanos: Sérgio Pinzón e María Alejandra Rojas Arias (Colômbia), Esvin Alarcón Lam (Guatemala), Ismael Arturo Rodríguez (México), Cecilia Vilca (Peru) e Jordi Tasso (Brasil).  
 

 
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